Polimex: Soluções em Biopolímeros


  • Polimex: Soluções em Biopolímeros
  • Local:

    Rio de Janeiro - RJ

  • Breve descrição:

    Startup criada para o desenvolvimento de novos materiais plásticos 100% renováveis e 100% biodegradáveis que substituam os danosos plásticos petroquímicos.

  • Descrição complementar:

    Startup criada por alunos do Curso Superior de Tecnologia em Processos Químicos do IFRJ – Maracanã que tem como objetivo resolver os problemas socio-ambientais causados pelos resíduos plásticos, desenvolvento novos materiais polímericos que substituam os plásticos petroquimicos não renováveis e não biodegradáveis, primeiro em aplicações específicas como em embalagens alimentícias e posteriormente na substituição de todos os plásticos de uso único, além de outras aplicações.

  • Pitch deck:

    http://celulasempreendedorasif.com.br/wp-content/uploads/2019/01/POLIMEX-PITCH-DECK-CONFERÊNCIA-FINAL-Células-Empreendedoras-RECIFE-converted.pdf

  • Vídeo:

    https://www.youtube.com/watch?v=C5zIZBkdRAY

  • Website:

    https://www.facebook.com/polimexsolucoes/

  • Estágio da Startup:

    2- Validação

  • Descrição do Problema/Oportunidade de Negócio:

    O avanço do preço internacional do barril de petróleo, a instabilidade da
    situação geopolítica das regiões detentoras das grandes reservas mundiais
    e o consenso mundial da necessidade do desenvolvimento de tecnologias
    de baixa emissão de gases de efeito estufa, em especial o CO2, têm
    apontado para a necessidade real da exploração de fontes renováveis
    como matéria-prima para a biossíntese de intermediários e de produtos
    químicos finais.
    No Brasil, a utilização de etanol como combustível, produzido a partir do
    caldo de cana-de-açúcar (1ª geração) e posteriormente, com avanços na
    área biotecnológica, a partir de resíduos como bagaço e palha (2ª geração),
    são exemplos de biorrefinarias em funcionamento, muito disto devido a
    incentivos governamentais históricos, com objetivo de substituição em larga
    escala da energia provida de combustíveis fosseis por fontes alternativas e
    renováveis.
    Além do suprimento das necessidades energéticas, no Brasil, o etanol
    também é utilizado como matéria-prima na produção de plástico
    (BioPolietileno, por exemplo). Os polímeros são a segunda maior demanda
    pelo uso de derivados de petróleo como matéria-prima. Estimasse que em
    2050 a produção de plástico ocupe 20% do destino total do petróleo, visto
    que o crescimento da industria de plásticos é maior que o crescimento da
    produção de petróleo. Tecnologias que utilizam fontes renováveis na
    produção de polímeros são alternativas viáveis nesse cenário.
    Os plásticos tradicionais, quando descartados no meio ambiente, tem
    consequências agravantes. Com uma produção estimada de 8,3 bilhões de
    toneladas desde 1960, cerca de 8 milhões de toneladas são despejadas no
    oceano todo ano e pior, essa quantidade pode triplicar até 2025. Não só
    objetos plásticos descartáveis são a fonte do problema, uma maior
    complicação são os chamados microplásticos, particulas plásticas menores
    que 5mm provenientes de choques físicos e ação da luz solar no material,
    ou utensílios com funcionalidades específicas, como o glitter e
    microplásticos de cosméticos por exemplo, que estão literalmente
    transformando os oceanos em mares de plástico.
    A atual circunstância é tão grave que o fenômeno chamado magnificação
    trófica já põe em risco a saúde humana, principalmente nos próximos anos,
    através da bioacumulação desses microplásticos absorvidos pela cadeia
    alimentar oceânica. Os consumidores primários, como o zooplankton,

    acabam absorvendo pela alimentação esse plástico já tão abundante e
    disponível no oceano, introduzindo-o a cadeia até chegar no consumidor
    final, os seres humanos, ingerindo o material acumulado. Assim, toda a
    cadeia alimentar é intoxicada por esses microplásticos, que futuramente
    podem acarretar em complicações por bioacumulação e,
    consequentemente, gerar problemas severos na saúde pública.
    Na 21ª Conferência das Partes (COP21) da United Nations Framework
    Convention on Climate Change (UNFCCC), em Paris no ano de 2015, foi
    adotado um novo acordo com o objetivo central de fortalecer a resposta
    global à ameaça da mudança do clima e de reforçar a capacidade dos
    países para lidar com os impactos decorrentes dessas mudanças. O acordo
    foi aprovado pelos 195 países participantes da UNFCCC para reduzir
    emissões de gases de efeito estufa no contexto do desenvolvimento
    sustentável. O compromisso ocorre no sentido de manter o aumento da
    temperatura média global em bem menos de 2°C acima dos níveis pré-
    industriais e de envidar esforços para limitar o aumento da temperatura a
    1,5°C acima dos níveis pré-industriais. Para que comece a vigorar,
    necessita da ratificação de pelo menos 55 países responsáveis por 55%
    das emissões desses gases.
    Para o alcance do objetivo final do acordo, os governos se envolveram na
    construção de seus próprios compromissos a partir das chamadas
    Pretendidas Contribuições Nacionalmente Determinadas (iNDC, na sigla em
    inglês). Por meio das iNDCs, cada nação apresentou sua contribuição de
    redução de emissões dos gases de efeito estufa, seguindo o que cada
    governo considera viável a partir do cenário social e econômico local.
    Após a aprovação pelo Congresso Nacional, o Brasil concluiu, em 2016, o
    processo de ratificação do Acordo de Paris. O instrumento foi entregue às
    Nações Unidas e com isso, as metas brasileiras deixaram de ser
    pretendidas e tornaram-se compromissos oficiais. A iNDC do Brasil
    comprometeu a reduzir as emissões de gases de efeito estufa em 37% em
    relação aos níveis de 2005, em 2025, com uma contribuição indicativa
    subsequente de reduzir as emissões de gases de efeito estufa em 43%
    abaixo dos níveis de 2005, em 2030. Para isso, o país se comprometeu a
    aumentar a participação de bioenergia sustentável na sua matriz energética
    para aproximadamente 18% até 2030, restaurar e reflorestar 12 milhões de
    hectares de florestas, bem como alcançar uma participação estimada de
    45% de energias renováveis na composição da matriz energética em 2030.
    Não menos importante, este engajamento também compreende o
    desenvolvimento do setor industrial nacional à uma política de manufatura
    de baixo carbono e atrelada aos preceitos da economia circular.

    Medidas governamentais locais estão sendo adotadas para minimizar estes
    impactos, plásticos não-biodegradáveis serão proibidos em escala nacional
    em médio e longo prazo. Um exemplo é a Lei 9529/08, de Belo Horizonte,
    que determina a substituição dos modelos convencionais, a base de
    petróleo, pelos feitos de material biodegradável ou renovável. O projeto de
    lei 3016/15, recentemente aprovado na Assembleia Legislativa do Rio de
    Janeiro (ALERJ), ainda aguardando a apreciação do governador do estado
    do Rio de Janeiro, determina o fim de embalagens não-biodegradáveis e
    também que os supermercados estarão obrigados a fazer o uso de dois
    tipos de sacolas, as biodegradáveis ou reutilizáveis, que podem ser
    gratuitas ou vendidas ao consumidor pelo preço de custo. O Projeto de Lei
    do Senado, PLS 922018/18, dispõe sobre a obrigatoriedade da utilização de
    materiais biodegradáveis na composição de utensílios descartáveis
    destinados ao acondicionamento e ao manejo de alimentos prontos para o
    consumo.
    Intervenções como estas só reforçam e aumentam o potencial do mercado
    de biopolímeros, não só os biodegradáveis, mas todos que derivem de
    fontes renováveis e que tenha potencial para substituição dos plásticos
    provindos de fontes fósseis. Assim, o investimento em pesquisa,
    desenvolvimento e inovação tecnológica nessa área é crucial para a
    participação nacional neste promissor e crescente mercado.

  • Descrição da Solução/Produto e de seu Caráter Inovador:

    Uma vasta gama de alternativas biodegradáveis tem sido proposta para
    mitigar este problema. As matérias-primas utilizadas podem ser totalmente
    renováveis, como é o caso dos poli-hidroxialcanoatos microbianos (PHA) e
    o polilactato (PLA), ou não renováveis, como o Polibutileno adipato
    tereftalato (PBAT). Os principais precursores para síntese desses polímeros
    poderão, em um futuro próximo, também vir a ser produzidos
    industrialmente via microbiológica, a partir de matérias-primas renováveis.
    Dois componentes são preponderantes na determinação do preço dos
    polímeros produzidos a partir de matéria-prima renovável e são imperativos
    para garantir viabilidade econômica na competição com polímeros de
    origem petroquímica: custo da matéria-prima e energia, rendimento do seu
    respectivo processo de produção e investimento de capital para
    implantação de uma unidade industrial de produção. A questão do custo da
    matéria-prima e energia é amplamente reconhecida a vantagem competitiva
    do nosso país devido suas condições edafoclimáticas favoráveis e grande
    extensão territorial (potencial de produzir biomassa sem competir com o
    setor agroindustrial). Resta, portanto, converter estas vantagens
    competitivas em processos de alto desempenho e economicamente
    diferenciados, como as iniciativas da Polimex: Soluções e Biopolímeros.

    Resíduos de biomassas nacionais, podem ser estretégicos na utilização
    como matéria-prima ou compósito na produção de biopolímeros, como o
    açaí, o qual o Brasil é o maior produtor, no período de 2004 a 2015
    apresentou uma produção 1,8 milhões de toneladas, o correspondente a
    aproximadamente R$ 2,7 bilhões, em consequência gerando resíduos que,
    no geral, são descartados diretamente no meio-ambiente, resultando num
    problema de saúde pública, pelo aumento da população do inseto
    transmissor da doença de chagas, que pode estar presente no fruto e nos
    resíduos.
    Existem ainda outras biomassas promissoras como o bagaço do malte da
    cerveja que é um resíduo industrial abundante, já que o nosso país é o
    terceiro maior produtor mundial. Só no ano de 2016, foram produzidos mais
    de 14 bilhões de litros, e o resíduo dessa produção geralmente é utilizado
    de forma bruta, na indústria alimentícia, na produção de ração animal, como
    adubo compostável ou é simplesmente descartado.
    Ainda há resíduos como os de laranja que geram grandes volumes de
    biomassa, visto que o Brasil é o maior exportador de suco de laranja no
    mundo, sendo responsável por 61% do suco consumido no planeta, a
    laranja poderá também ser totalmente aproveitada na produção.
    Foi desenvolvida pela Polimex, utilizando o maquinário e espaço cedidos
    pelo Laboratório de Processamento de Polímeros da UERJ, uma blenda
    com propriedades mecânicas promissoras e processo de manufatura
    sustentável de modo a garantir um produto com preço competitivo para
    substituir polímeros de fontes fósseis, no caso o polietileno (PE) e
    polipropileno (PP). A partir deste protótipo pretende-se produzir um produto
    nacional de qualidade em conjunto com o ISI em Biossintéticos e ISI em
    Engenharia de Polímeros – que tem respectivamente ampla experiência em
    desenvolvimento e análise de compostos poliméricos – desenvolvendo um
    produto inovador no mercado nacional e, posteriormente, internacional.

    Com isso, a startup de base tecnológica Polimex: soluções em
    biopolímeros, sediada no IFRJ Campus Rio de Janeiro em parceria com o
    ISI Biossintéticos, buscar empreender com sua invenção, o PNB (plástico
    natural biodegradável). O PNB é uma blenda polimérica sustentável, de
    receita própria e produzida a partir de materiais renováveis. Com a política
    de zero ou mínimo de resíduos possíveis, tanto os resíduos brutos, como o
    bagaço, ou tratados, quanto a lignina (proveniente do processo de
    deslignificação da biomassa), presentes em abundancia nos restos vegetais, serão aproveitadas. O produto desenvolvido tem como objetivo ser aplicado no setor de embalagens alimentícias, que corresponde a maior
    fatia do mercado, oferecendo uma alternativa sustentável aos tradicionais materiais petroquímicos.

    Benefícios

     Impacto econômico:
    Com o mercado de biopolímeros estimado em US$ 7,20 bilhões ao final de
    2022, os impactos econômicos desta inovação serão significativos visto as
    crescentes mudanças nas leis de incentivo ao consumo de embalagens
    biodegradáveis e de origem sustentável. Observa-se que o consumo
    consciente é cada vez mais relevante dentro da sociedade e grande parte
    dos consumidores, em especial nos principais mercardos (Europa e EUA),
    estão dispostos a pagar mais caro por produtos mais sustentáveis ou
    características diferenciadas em relação a sua disposição no meio
    ambiente. Diante disso, a tendência deste mercado é de crescimento
    exponencial com projeções de capacidade produtiva que alcançarão cerca
    de 2,44 milhões de tonelada em 2022 e, por conseguinte, evoluição da
    substituição de polímeros sintéticos por materiais de orígem renovável. Não
    somente isso, outro grande impacto diz respeito a balança comercial
    brasileira, visto que a manufatura de um produto nacional diferenciado dos
    demais, que são majoritariamente importados, corroborará na redução na
    déficit da balança comercial deste mercado em específico.

     Impacto em competitividade:
    Tendo como um dos principais gargalos tecnológicos dos polímeros
    sintéticos o alto custo dos processos de produção e a instabilidade do seu preço devido a flutuação do preço do barril de petróleo, o desenvolvimento do PNB é apontado como um promissor substituto dos materiais
    petroquímicos, PE e PP e seus derivados biobased, no mercado de embalagens alimentícias plásticas global. Primeiramente, devido a sustentabilidade econômica e ambiental do seu processo de manufatura,
    uma vez que uma das matérias-prima é de baixo valor agregado (resíduos agroindustriais) bem como blendas biopoliméricas obtida através de fonte renovável. Em segundo lugar, devido as propriedades termomecânicas
    equivalentes que o protótipo PNB apresenta em relação aos concorrentes atualmente comercializados.

     Impacto ambiental:
    Os resultados esperados estão no confronto do impacto ambiental gerado
    pelos resíduos dos plásticos petroquímicos, em especial o PE e PP, que
    pode chegar a 3.000 Kg de gás carbônico emitido por tonelada produzida.
    Através de um processo de manufatura sustentável e inovador do PNB,
    visa-se um acordo tecnológico em atender a demanda específica do
    mercado de embalagens com um produto competitivo e atrativo a atual
    cultura de consumo sustentável. É importante salientar a utilização de
    resíduos agroindustriais e materiais renováveis na produção do produto
    final proposto, diminuindo assim as “pegadas de carbono” da cadeia
    produtiva e o descarte inadequado de resíduos no meio ambiente.

     Impacto social:
    Promover a reeducação ambiental da população e consumo consciente,
    mudando assim não só sua própria visão de mundo, mas também de outras
    pessoas e do ambiente em seu entorno, trazendo equilíbrio e melhores
    condições socioambientais para as futuras gerações. Não obstante,
    destaca-se a geração de investimentos e empregos devido a introdução de
    um novo produto no mercado nacional e sua respectiva manufatura.

     Impacto tecnológico:
    O desenvolvimento de processos que fazem uso do processamento de
    biomassas, atrelada aos avanços da química verde nos últimos anos, vem
    abrindo um leque de novas oportunidades na criação de novos materiais
    para substituição dos plásticos petroquímicos de uso único. Novas
    tecnologias e processos visando a maior eficiência e diminuição do custo
    final do produto, área que se desenvolvida no Brasil traria enormes avanços
    científicos, além de colocar o país em posição de importância no mapa de
    inovações técnico-cientificas mundial. Tendo um histórico de investimento
    desde a década de 70, o Brasil já possui tecnologia consagrada para
    produção de etanol de 1º geração consolidada e de 2º geração emergente,
    demonstram a capacidade nacional em explorar outros mercados da bioeconomia, como o de biopolímeros com a criação de biorrefinarias para produção de outros produtos de química verde.

  • Descrição do Mercado:

    O mercado global de biopolímeros foi avaliado em US$ 2,45 bilhões em
    2017 e com projeção estimada em US$ 7,20 bilhões ao final de 2022, sob
    uma taxa de crescimento (CAGR) de 18,6%.

    Espera-se que o desenvolvimento da cadeia produtiva global de
    biopolímeros atinja uma produção de 2,44 milhões de tonelada em 2022,
    com uma relação degradáveis/não-biodegradáveis constante ao longo desta
    projeção – 55% e 45% para não-biodegradáveis (PET, PA, PE, PP, outros) e
    biodegradáveis (PBS, PLA, PHA, outros), respectivamente.
    Nota-se que a Europa é apresentada como o principal mercado consumidor
    de insumos biopoliméricos devido às suas regulamentações
    governamentais de consumo sustentável – a citar: Europe 2020, Horizon
    2020, Bioeconomy Strategy, Acordo de Paris, entre outros. Seu volume de
    compras em 2017 correspondeu a um terço da receita mundial (US$ 1,10
    bilhões). Já a América do Norte é contabilizada como a segunda maior fatia
    do mercado, seguida pela Ásia, Oriente Médio e África e, por fim, América
    Latina.

  • Análise dos Concorrentes:

    No tocante à distribuição geográfica da cadeia produtiva, a manufatura de
    materiais biopoliméricos pode ser segmentada em cinco regiões chaves:
    Ásia, Europa, Oriente Médio e África, América do Norte e América do Sul.
    Uma análise quantitativa da produção global indica a Ásia como o principal
    centro produtivo do mundo, explorando mais da metade do mercado
    internacional em 2017. Grandes empresas que exploram o mercado
    internacional e que merecem destaque são: NatureWorks (EUA), Braskem
    (Brasil), Novamont (Itália), BASF (Alemanha), Total Corbion PLA (Holanda),
    Du Pont (EUA), entre outras.
    O PLA (ácido polilático) e os PHAs (poli- hidroxialcanoatos) são os principais impulsionadores do desenvolvimento no campo dos biopolímeros biodegradáveis, equivalendo por cerca de
    29,60% da produção mundial desta classe. Quanto aos biopolímeros não- biodegradáveis, o bio-polietileto (bio-PE), bio-PET (polietileno tereftalato) bem como as poliamidas (PA) somam juntos aproximadamente 56% de toda a capacidade de produção de bioplástico global.
    Atualmente a produção de bio-PP (poliproprileno) está em fase de
    desenvolvimento e sua disponibilidade em escala comercial está predita
    somente para 2020. Existem algumas instalações pilotos ao redor do
    mundo que objetivam a produção de bio-PP a partir de fontes renováveis,
    como resíduos agroindustrias, bioetanol, coprodutos de biorefinarias, entre
    outros. Dentre as instalações piloto relatadas na literatura consultada,
    destacam-se as plantas de bio-PP da Braskem, no Rio Grande do Sul, e da
    parceria entre IKEA e Nestle, em Singapura, que sintetizam biopropileno,
    precursor do bio-PP, a partir de matéria orgânica de baixo valor agregado.

  • Potencial de Expansão da Solução:

    Alavancadas por uma crescente e difundida educação ambiental, as
    tendências do setor são muito promissoras com perspectivas de aumento
    da produção de 2,05 milhões de toneladas em 2017 para 2,44 milhões de
    tonelada em 2022. Com os consumidores direcionados pela mudança nas
    regulamentações ambientais e por consequência da consciência ambiental,
    fortalecem a tendência deste mercado de crescer exponencialmente nos
    próximos anos.
    Concomintantemente, é evidente que haja cada vez mais investimentos do
    capital financeiro no desenvolvimento de novas tecnologias e produtos
    ecologicamente corretos. As mudanças no comportamento de consumo da
    população em geral corroboram para que os produtos biodegradáveis
    substituam plásticos petroquímicos.
    Não somente isso, há uma crescente pressão acerca de regulamentações
    ambientais que visam uma mudança de paradigma quanto ao consumo de
    plásticos sintéticos e com seu respectivo impacto ao meio ambiente. Por
    meio das mudanças nas legislações vigentes, espera-se uma transição de
    polímeros sintéticos por aqueles obtidos a partir de fontes renováveis,
    abrindo assim entrada de produtos ecologicamente corretos neste mercado
    – e essa realidade é completamente aplicável no setor de plásticos de
    alimentos. Reflexo disso é a taxa de crescimento exponencial de
    publicações e patentes concedidas da área últimos anos. Portanto,
    materiais poliméricos biodegradáveis são visto como promissores produtos
    para este nicho devido suas propriedades termomecânicas equivalentes
    aos polímeros obtidos a partir de fonte fóssil, sua biodegradabilidade e de
    não serem imperativo ambiental.

  • Tração e/ou marcos importantes:

    PRIMEIRO LUGAR NO PROGRAMA CÉLULAS EMPREENDEDORAS IF’s
    Células Empreendedoras é a metodologia voltada a criação e
    desenvolvimento de ecossistemas de educação empreendedora em
    universidades, institutos, empresas e escolas. A mesma é referência em
    educação empreendedora em centros universitários com diversos prêmios
    conquistados, entre eles: Educação Transformadora 2015 (da Rede Global
    de Empreendedorismo) e Educação Empreendedora Brasil 2012 (da
    Endeavor). Além de ter resultados reconhecidos em projetos de estudantes
    ganhadores dos prêmios de entidades como: Santander Universidades
    Empreendedorismo, ImagineCUP, Brasil Criativo, Revista Forbes, Desafio
    Brasil, BlackBerry Jam, entre outros, e premiações locais como melhor
    projeto de extensão/empreendedorismo nas instituições e eventos onde foi
    utilizada.
    • APROVAÇÃO NO EDITAL DO PROINTERBIO
    O Prointer – Programa de Aceleração de Negócios e Internacionalização,
    foi criado em 2008 com o objetivo de promover a competividade das micro e
    pequenas empresas e impulsioná-las no mercado internacional. Em 2015
    esta metodologia foi adequada para o setor de biotecnologia, e agora
    ampliada para o setor de bioeconomia no programa ProinterBio.

    • APROVAÇÃO NO EDITAL DA INCUBADORA SILÍCIO FLUMINENSE
    Silício Fluminense – Incubadora de Jogos Digitais, Empreendimentos e
    Economia Criativa de Engenheiro Paulo de Frontin (SFInJE).

  • Trajetória Profissional e Acadêmica da Equipe:

    Luan Campos

    Co-fundador, pesquisador e Diretor de Pesquisa e Inovação da Polimex,
    Graduando em Processos Químicos pelo IFRJ, Diretor Financeiro do Centro
    Acadêmico José de Oliveira há dois anos, ex-pesquisador no laboratório de
    modelagem molecular do CETEM (Centro de Tecnologia Mineral – UFRJ), ex-
    estagiário voluntário no laboratório de Biogeoquímica CCS-UFRJ, ex-
    pesquisador no laboratório de materiais biocerâmicos do CBPF (Centro
    Brasileiro de Pesquisas Físicas).

    Lucas Batista:

    Co-fundador, pesquisador e diretor de Processos e Desenvolvimento da Polimex, Graduando em Processos Químicos pelo IFRJ, Ex-Diretor Administrativo e atual Diretor Sócio Cultural do Centro Acadêmico José de Oliveira, ex-monitor do laboratório de Química Analítica Qualitativa do IFRJ, ex-pesquisador no laboratório de Química Analítica Qualitativa do IFRJ.

    José Paulo Campos:

    Co-fundador, pesquisador e CEO da Polimex, Graduando em Processos Químicos pelo IFRJ, Diretor Administrativo do Centro Acadêmico José de Oliveira há dois anos, ex-pesquisador voluntário do Núcleo de Ciências Químicas (NCQ) do IFRJ.

    Gabriel Lysias:

    Pesquisador da área de biotecnologia e diretor administrativo da Polimex, Graduando em bacharelado de biologia com habilitação em biotecnologia pelo IFRJ, Presidente da Recombina (primeira empresa júnior do IFRJ), ex-pesquisador da Fiocruz, foi monitor da disciplina de histologia do curso de biologia do IFRJ, professor de biologia de pré-vestibular universitário. Atualmente, também, está cursando MBA júnior no IREG-RJ e aluno de iniciação científica na área de mercado da cerveja artesanal do Rio de janeiro.

    Simone Alves:

    Possui graduação (Escola de Química/UFRJ-1990) e mestrado em Engenharia Química (COPPE/UFRJ – 1992), doutorado em Administração (Instituto COPPEAD de Administração/UFRJ -2013) e especializações em Inovação em Turismo (EBAPE/FGV), e-Business (COPPE e IBPINet), Marketing Empresarial (UNESA, 1996) e P&D de Produtos Químicos (COPPE e PETROQUISA, 1991). Atua como docente desde 1999, tendo sido professora do Instituto Politécnico da Universidade Estácio de Sá (1999-2002) nos cursos de graduação tecnológica (de Marketing e de Gestão de Ambientes Informatizados) e MBAs (no RJ, SC, MA e PE). Desde 2004 é professora do Ensino Básico Técnico e Tecnológico (EBTT) do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio de Janeiro (IFRJ) atuando nos corpos docentes dos cursos Técnico Concomitante em Química, Superior em Tecnologia de Processos Químicos (CSTPQ) e Produção Cultural e Mestrado Profissional em Ciência e Tecnologia de Alimentos (PCTA). É líder do Grupo de Pesquisa Multidisciplinar em Tecnologia e Ciências do IFRJ desde 2007, atuando como coordenadora de projetos de pesquisa e de extensão, tendo sido bolsista de Desenvolvimento Tecnológico Industrial do CNPq (2014-2015). Na equipe do CSTPQ desde 2006, é membro do NDE (Núcleo Docente Estruturante) desde 2014, foi coordenadora (2014-2017) e representante no Conselho Acadêmico de Graduação – CAEG, de 2014-2017). Atualmente é Coordenadora Geral de Prospecção e Empreendedorismo, na Diretoria de Agência de Inovação, da Pro-Reitoria de Pós-Graduação, Pesquisa e Inovação (Proppi). Linhas de Pesquisa: Gestão e Segurança de Alimentos, Estudos de Mercado e Prospecção Tecnológica e Modelagem Estatística. Além da experiência na área acadêmica, atuou por 15 anos em cargos executivos, das áreas comercial e marketing, em empresas privadas nacionais (como Cia Nacional de Álcalis, Nortec Química, Plus Vita e Redecard) e multinacionais (como Merck e Amadeus).

    Leonard Carvalho:

    Formado em Química Industrial pela UFF, Doutorado em Engenharia Química com ênfase em Tecnologia de processos químicos e bioquímicos/UFRJ. Experiência na área de Engenharia Bioquímica, Cinética e catálise: Homogênea, Heterogênea e Enzimática, Reatores Químicos e Bioquímicos, atuando principalmente nas seguintes áreas: 2º geração de biocombustíveis, biodiesel e etanol. Um dos trabalhos mais relevantes, na qual participei foi o desenvolvimento do projeto com a empresa Solar Blue / Quantic Bioenergy – EUA para integração energética de caixas de gordura e esgoto visando o aproveitamento energético dessas biomassas e aproveitamento de resíduos agro-industriais na geração de bioenergia (Etanol 2G). Atuei na área da Química de Polímeros, técnicas instrumentais de análise, elaboração de relatórios para certificação dos ensaios analíticos de biocombustíveis certificado ao INMETRO. Qualificação com curso ISO 9000 e NBR ISO/IEC 17025:2005. Avultei os conhecimentos na área de petróleo com curso Exploração e Produção de Petróleo no Mar pelo Laboratório oceânico (LabEco/UFRJ).

    Bruno Cotrim:

    Possui graduação em Farmácia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (2001), graduação em Farmácia Industrial pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (2002), mestrado em Química pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (2006) e doutorado em biomedicina pela Universidade Pompeu Fabra (Espanha) (2011). Tem experiência na área de Farmácia, atuando principalmente nos seguintes temas: síntese orgânica, química medicinal, industria farmoquímica, farmacologia, experimentaçao animal.

    Ana Catarina Gomes:

    Possui graduação em Química pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (2005), doutorado em Ciência e Tecnologia de Polímeros pelo Instituto de Macromoléculas Profa. Eloisa Mano (2010) e Pós-doutorado em Polímeros-Engenharia de Materiais pela Universidade Federal de São Carlos (2012 e 2017). Tem experiência na área de Ciência e Tecnologia de polímeros, atuando principalmente nos seguintes temas: blendas poliméricas, síntese de polímeros, nanocompósitos in situ e membranas poliméricas.

  • Tipo(s) de Modelo de Negócio:

    Bens Tangíveis Business-to-Business

  • Descrição do Modelo de Negócio:

    Desenvolvimento de produtos e processos inovadores
    Obtenção de receita via licenciamento das tecnologias desenvolvidas
    Financiamento de Pesquisa e Desenvolvimento através de editais e investidores fomentadores à área da Química Verde

  • Área(s) de Atuação:

    Inovação, Tecnologia, and Tecnologia Limpa

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